BrLab 2015

Apresentação SPCine

Spcine e BrLab: Parceria para o desenvolvimento de projetos audiovisuais além do território nacional

239 inscrições, sendo 140 de projetos brasileiros – destes, 56 paulistas e 99 estrangeiros – e a maior parte vinda da Argentina. Todos estes números, que serviram de base para escolher os 12 projetos participantes dos laboratórios do BrLab, refletem a oferta de histórias e narrativas espalhadas pelo continente sul-americano, sobretudo em São Paulo. E evidencia não só a pujança criativa dos realizadores, mas também o quanto o mercado está instigado a produzir e a se mobilizar.
Quando a Spcine ainda era um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo, desenvolver ações voltadas à produção de roteiro já figurava como meta prioritária. Acreditamos que o ciclo de um produto audiovisual se inicia a partir de uma boa história. Melhor ainda quando surge a partir de um argumento bem fundamentado e balizado pelo crivo de especialistas. Por isso a decisão de promover o BrLab, pela segunda vez consecutiva, em parceria com a Klaxon Cultura Audiovisual e com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.
É imprescindível para a cadeia produtiva audiovisual que exista um evento deste porte, capaz de desenvolver a linguagem, discutir a potencialidade das narrativas, impulsionar negociações e aproximar agentes estratégicos. O BrLab aponta para a direção de articular o setor e estimular a aproximação de roteiristas e desenvolvedores de projetos audiovisuais.
Ter uma longa ramificação com a produção latina é algo que está no radar da Spcine. Acreditamos que fazer parte deste vínculo, entre BrLab, projetos proponentes e uma comissão de avaliação multinacional, é confirmar São Paulo como cidade estratégica para a realização de eventos audiovisuais de expressão internacional.
O número de projetos paulistas selecionados para os laboratórios – quatro ao todo, ou seja, um terço do total, sendo um de coprodução – é destaque neste ano. Integram a lista os filmes Desterro, dirigido por Maria Clara Escobar, com produção da Filmes de Abril; O filho plantado, de Thais Fujinaga, produzido pela Avoa Filmes e coprodução da Lusco Fusco Filmes; e O livro dos prazeres, de Marcela Lordy, produzido pela bigBonsai e coprodução da Rizoma Films, da Argentina. Fecha a relação Mato seco em chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, produzido por Cinco da Norte, de Ceilândia, Distrito Federal, e coproduzido pela empresa paulista Punta Colorada de Cinema.
Esperamos que o BrLab se fixe cada vez mais no calendário audiovisual de São Paulo, do Brasil e da América Latina como ponto de convergência entre criadores, roteiristas e agentes de mercado. Sua longevidade é imprescindível para fomentarmos a etapa que mais impacta o produto final, a do desenvolvimento do projeto.
Alfredo Manevy
Diretor-presidente da Spcine